INTRODUÇÃO

Cabinda cidade Capital da Província com o mesmo nome, é uma  cidade do litoral, localizada na costa do Oceano Atlântico, na África Central.

O território da cidade ocupa uma superfície de 1027 Km2 e conserva a localidade histórica o seu centro urbano baseado no sistema monocêntrico.

A perspectiva é transformá-la em sistema policêntrico pelo que se observa em simultâneo a conservação e ampliação do principal centro por formas a diminuir o tráfego  nesta zona da cidade.

Dada a  proximidade do território da cidade do equador, o seu clima é caracterizado de tropical húmido com uma média de precipitação anual  de 1000 mm e humidade relativa de 85%. O valor máximo da temperatura é de 30ºc no mês de Março e a baixa acontece em julho com 17ºc. A média das temperaturas anuais para a cidade de Cabinda é de 24ºc.

EVOLUÇÃO HISTÓRICA

No séc. XVIII, precisamente no ano de 1883 segundo fontes históricas a cidade de Cabinda  forma-se como uma povoação junto da extensa e calma baía do Oceano Atlântico com largas vantagens para a navegação e desenvolvimento do comércio. Estes dois pressupostos favoreceram o desenvolvimento do povoado.

O surgimento do porto, deu primazia ao  desenvolvimento urbanístico e obviamente o comércio ligado a actividade portuária e outros serviços auxiliares.

Os símbolos do poder religioso (missões) e político (fortificação familiar) (1883/1885) foi a época de reconhecimento oficial do povoado de Cabinda como protectorado português, constituíram outros elementos de desenvolvimento da cidade.

Cabinda apôs ter passado por várias metamorfoses,  conheceu enumeras denominações, desde Porto Rico, no século XIX, Vila Amélia em 1896, e a 28 de Maio de 1956 ascendeu à categoria de cidade.

Na etapa posterior a designada, a segunda até 1960 prossegue o desenvolvimento  das actividades comerciais e portuárias bem como os demais serviços auxiliares. Assiste-se a construção das principais vias rodoviárias que ligam a cidade ao interior da província sul-norte, construem-se  vários edifícios públicos e bairros residenciais que formam o ponto de vista urbanístico a parte central da cidade.

Na considerada terceira fase que vai de 1960 à 1975 de acordo com os dados disponíveis, regista-se forte concentração de populares na cidade. Aumenta a zona urbanizada e paralelamente o  surgimento de áreas com habitações de baixo padrão. Foi exactamente nesse  período que surge a diferenciação entre a zona urbana no centro e a área  suburbana nos arredores.

Já de 1975 à 1985, considerada a quarta etapa de desenvolvimento histórico da cidade, é marcada pelo aumento generalizado de zonas de construção de baixo padrão por razões várias. Estes factores provocaram processos migratórios incontroláveis, incentivando o aumento da taxa da população. A cidade estende-se assim aos bairros periféricos.

Tchowa Tchimuisi, outra designação dada a cidade de Cabinda. Tchowa, uma designação dada pelos antepassados e Tchimuisi, nome da Sereia que habitava nos arredores da cidade de Tchowa.

 

CULTURA

A cidade de Cabinda tem como seu mais precioso património, a afabilidade e simpatia dos seus habitantes.
São gentes de tradições de Macongo, Mangoio e Maloango que aí se concentram. Na mesma língua (Ibinda) todos falam , entendem e manifestam as suas tradições, usos e costumes. É esta língua que as torna mais unidas e fortes devido a comunicabilidade entre si, embora com uma ligeira diferença em sotaque, não constituindo motivo de inquietação.

Entre as várias formas de expressão cultural destes, está a música como componente importante na cultura tradicional. Destaca-se o seu talento natural de comunicabilidade e sua dedicação a arte de escultura em madeira.

No Tchizo onde os Bacama são destemidos artistas e fortemente seguidores de ritos da ancestralidade, é o berço da cultura da cidade. Nos Bacama tem sido hábito, o uso de máscaras (Mabobolo, Mampana, Chilamba, Matona Mambuambo, Vanga N’si, Ntendequele, Nbengie Meso, Nduengie Meso, Macaia-Makonde Konde, Benvu Lumoana, Mpengie Ivioca, Macala Makonde Konde e Dongoio).

O canto e a dança são outras formas de expressão cultural da população da cidade de Cabinda. São vias também para educar e alertar a sociedade sobre qualquer situação e exprimir vários sentimentos usando como instrumentos: Ngonje, Ngoma, Ndungu, Mbaka e libu tendo como principais danças: Mayeye, Matáfala, Matchatcha, Maringa e Sunsa.

O Tchikumbi, um feito praticado somente em Cabinda, proíbe qualquer homem usar tchinkumpa (Rapariga) em qualquer lugar. Esta lei hoje confinada somente às populações de Mangoio, Macongo e algumas aldeia de Maluango,  prepara a rapariga para a fecundidade impondo sobre ela o poder dos feitiços (Mbonze, Mbingo,Mbuanaba e Muani Buanga) para a felicidade e para  o casamento pela consagração do feitiço lembe.

A cidade possui um museu, expõem-se peças  artesanais, tradições, usos e costumes da província. A cidade possui ainda um centro cultural, cuja  finalidade é desenvolver actividades diversas nas áreas da música, dança, artes cénicas e visuais, existindo ainda no edifício uma escola de música.

 

DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÓMICO

A cidade de Cabinda concentra cerca de 45% do número de habitantes da província. 17% representa a população economicamente activa e 37% da população em idade laboral (dados de 2002).

A sua base económica abrange diversos sectores onde significativo papel assume a indústria petrolífera.

O Transporte e a Pesca, o Comércio e a Agricultura, Hotelaria, Turismo e Construção Civil começam a ganhar peso na economia urbana tornando-se necessário animar a sua actividade na perspectiva de melhorar o seu desempenho.

Em carteira e em execução, estão vários projectos visando a melhoria das condições sociais de todos aqueles que nela vivem.

 
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